jul 15

Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.

A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra “Neoqeav” num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando “Neoqeav” escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.

Eles escreviam “Neoqeav” com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

“Neoqeav” era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.

Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar “Neoqeav” na última folha e enrolou tudo de novo.

Não havia limites para onde “Neoqeav” pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com “Neoqeav” rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam. Ler Mensagem Inteira »

jul 6

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Ler Mensagem Inteira »

jun 16

Com frio… É porque você tem o cobertor.

Com alegria… É porque você tem o sorriso.

Com lágrimas… É porque você tem o lenço.

Com versos… É porque você tem a música.

Com dor… É porque você tem o curativo.

Com palavras… É porque você tem a audição.

Com fome… É porque você tem o alimento.

Com beijos… É porque você tem o mel.

Com dúvidas… É porque você tem o caminho.

Com orquestras… É porque você tem a festa.

Com desânimo… É porque você tem o estimulo.

Com fantasias… É porque você tem a realidade.

Com desespero… É porque você tem a Serenidade.

Com entusiasmo… É porque você tem o brilho.

Com segredos… É porque você tem a cumplicidade. Ler Mensagem Inteira »

mai 26
Deus costuma usar a solidão
para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
compreender o infinito valor da paz.

Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar
a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
compreender o valor do despertar. Ler Mensagem Inteira »

mai 25
Entrei numa loja e vi um anjo no balcão.
-Santo anjo do Senhor, o que vendes?
Respondeu-me:
-Todos os dons de Deus.
-Custa muito caro? Ler Mensagem Inteira »
mai 21
com dores,iguais as suas,
encostadas no nada,
sentadas nas ruas.

São flores,que não observam
as fazes da lua,tão brancas,
tão belas,tão santas,tão nuas.

Flores de olhares tristes,
de corações vagos,
de brilhos opacos,
flores,que não resistem
e debilitadas insistem
a consumir alguns tragos.
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mai 18
Mundo junto na injustiça
Pensamentos de hemisférios opostos
Não importa o que sai pela boca
A dor adentra os tímpanos
Cria cascas e nada resolve
De que adiantam essas asas?
Para que serve teu céu?
Alívio instantâneo
Bato palma na outra
E que alguém não isole o chamado
Engulo o orgulho
Paciência e adversidade no blecaute
Distúrbios aparecem como virtudes
Fantasmas traçam perseguição Ler Mensagem Inteira »
mai 17
Sempre que possível
faça uma oração
peça sempre ao Senhor
sabedoria e que quebrante seu coração
que não te deixes cair em tentação
que livre-te do mal
que não tenhas rancor do teu irmão
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mai 13
Entre velhos ciprestes
ao cair da tarde de inverno
paro a observar os pássaros
que em seus galhos fazem seu abrigo…

Lá, ao longe, o sol já prestes
a recolher-se após longa jornada de luz
e outros astros retornam aos seus lares
cansados após mais um dia de trabalho…

Mas a centenária árvore que já se curva
ao peso dos anos, na suave brisa
respira o momento da mudança,
a nascente ou crepúsculo, lá se fará presente…

Nas composições, os espaços são ínfimos,
mas os corpos se acomodam,
na ampulheta que lentamente vai caindo,
no cíclico movimento, nascer e morrer a cada dia…

Se o astro–rei tem luz e calor a nos aquecer,
tem a árvore sombra, guarita e amparo,
e na noite respira para oferecer o ar puro da manhã
sol e lua, luz e penumbra, trabalho e descanso,
vida e morte, dialética vital…
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